Sangue e água (25.08.16)

Do lado aberto,
do teu interior,
saia misericórdia
e amor.

Em tudo obediente,
na cruz entrega ao
Pai o espírito, o
servo sofredor.

Com sede de vidas,
de almas que amam
o Pai, instaura
silêncio na tarde
sombria na qual
morreu o Filho de
Deus.

Eis que está por vir
a noite solene, que o
coração vela em espera
por Tua vitória.

Quem poderá impedir-Te?
A morte? Quem remendará
o véu rasgado no templo?
Quem mais seria cordeiro
em Teu lugar?

Grande mistério de amor,
dar a vida e estender
perdão e misericórdia à
toda humanidade.
Silencioso mistério que
emerge quando tudo está
consumado.

Não tiveste nenhum de Teus
ossos quebrados e do lado
aberto pelo soldado, jorrou
sangue e água.

Sangue que lava minha
história e traz restauração,
água que lava e sacia a sede
da minha alma.

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