Falem as Obras (26.05.14)

Jesus menino, no colo de Antônio acolhido, 
é a luz que demostra a pureza e a singeleza
que o mundo precisa.
Fruto da bem- aventurança,
os braços que O acolhe,
são tão quais o da Virgem 
que O consagrou.

Inflamado de profundo zelo, 
não anuncia outro senão o
próprio menino,  que no alto 
da Cruz já crescido, vai fazer
aquecido o coração do homem 
santo que o segurou.

Parte então Antônio, 
à procura da mesma 
luz que suas trevas
iluminou, à procura 
do anúncio que preenche 
o seu vazio.

Disposto ao martírio,
encontra no anúncio 
a sua coroa de espinhos.
Tal qual Jesus, suas palavras 
não eram ouvidas.

Anunciava a vida e era rejeitado, 
apresentava o pequeno menino 
e sentia-se crucificado.
Foi ele perseverante,
permaneceu ao lado, 
zeloso pela doutrina,
pelo ensinamento, morreu 
e vive para sempre,  a segurar 
o mesmo menino crucificado 
a ensinar com a vida que a fé
sem obras é morta.

Por isso nos ensina: 
que abram-se dos nossos 
corações as portas, 
que cessem as palavras 
e falem as Obras.

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