Olhos de Maria (09.02.15)

Quando no ventre, vias
com os olhos de Tua mãe,
não os vejo diferente dos
Teus olhos a me olhar do
alto da Cruz.

Vejo-os a amar-Te por toda
a vida, a chorar de alegria
ao ver-Te nascido.

Vejo-os a repreender-Te
quando crescido,
a educar-Te e formar-Te.

Vejo-os olhando  nos Teus
olhos e acariciando Teu
coração, paro diante da cena;
Contemplo o amor que almejo ter.

Agora que partes para a morte,
continuas a ver com os olhos de
Tua mãe;
Com ternura e docilidade corriges
os Teus, converte-os com a pureza
do olhar.

Agora estou eu preso no Teu olhar,
já não consigo distinguir se
os olhos que vejo são os Teus
ou os olhos de Maria.

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